{"id":6708,"date":"2022-08-05T06:05:41","date_gmt":"2022-08-05T09:05:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sertaneja95fm.com.br\/?p=6708"},"modified":"2022-08-05T06:05:41","modified_gmt":"2022-08-05T09:05:41","slug":"jo-soares-morre-em-sao-paulo-aos-84-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertaneja95fm.com.br\/sited\/jo-soares-morre-em-sao-paulo-aos-84-anos\/","title":{"rendered":"J\u00f4 Soares morre em S\u00e3o Paulo aos 84 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>O ator, escritor e diretor&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/jo-soares\/\">J\u00f4 Soares<\/a>&nbsp;morreu na madrugada desta sexta-feira (5), aos 84 anos. Considerado&nbsp;um dos maiores humoristas do Brasil, o apresentador do \u201cPrograma do J\u00f4\u201d, exibido pela TV Globo, estava internado desde 25 de julho no Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, na regi\u00e3o central de&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/cidade\/sao-paulo\/\">S\u00e3o Paulo<\/a>, para tratar de uma pneumonia.<\/p>\n\n\n\n<p>A causa da morte ainda n\u00e3o foi divulgada. O enterro e vel\u00f3rio do corpo de J\u00f4 ser\u00e3o reservados \u00e0 fam\u00edlia e amigos, em data e local ainda n\u00e3o informados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cViva voc\u00ea, meu Bitiko, Bolota, Miudeza, Bichinho, Porcaria, Gorducho. Voc\u00ea \u00e9 orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com voc\u00ea. Agrade\u00e7o aos senhores Tempo e Espa\u00e7o, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem.\u00a0Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que voc\u00ea achava uma sorte eu n\u00e3o lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo\u201d, escreveu a mulher,\u00a0<strong>Flavia<\/strong>, nas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Humor como marca registrada<\/h2>\n\n\n\n<p>Em todas as suas in\u00fameras atividades art\u00edsticas \u2013 entrevistador, ator, escritor, dramaturgo, diretor, roteirista, pintor&#8230; \u2013, J\u00f4 Soares teve o humor como marca registrada. Foi seu ponto de partida e sua assinatura no teatro, na TV, no cinema, nas artes pl\u00e1sticas e na literatura. Ele pr\u00f3prio gostava de admitir isso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTudo o que fiz, tudo o que fa\u00e7o, sempre tem como base o humor. Desde que nasci, desde sempre\u201d, afirmou em depoimento ao site Mem\u00f3ria Globo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos 25 anos, J\u00f4 ficou conhecido por ser o apresentador de talk show mais famoso do pa\u00eds. Na TV Globo, estrelava o \u201cPrograma do J\u00f4\u201d, exibido desde 2000. Tamb\u00e9m se destacou por ser um dos principais comediantes da hist\u00f3ria do Brasil, participando de atra\u00e7\u00f5es que fizeram hist\u00f3ria na TV. Dentre elas, se destacaram \u201cA fam\u00edlia Trapo\u201d (1966), \u201cPlaneta dos homens\u201d (1977) e \u201cViva o Gordo\u201d (1981). Al\u00e9m disso, escreveu cinco livros, atuou em 22 filmes e \u00e9 considerado pioneiro do stand-up.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Adolescente na Su\u00ed\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Eug\u00eanio Soares nasceu no Rio, em 16 de janeiro de 1938. Era o \u00fanico filho do empres\u00e1rio Orlando Heitor Soares e de Mercedes Leal Soares. Em entrevista ao Fant\u00e1stico em 2012, J\u00f4 comentou que \u201cpelo fato de sempre ter sido gordo, preferia ser mais conhecido pelo esp\u00edrito do que pelo f\u00edsico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnt\u00e3o, eu era muito, muito exibido\u201d, assumiu. \u201cSou muito vaidoso, nunca escondi isso. Qual \u00e9 o artista que n\u00e3o \u00e9 vaidoso? Todos. \u00c9 uma profiss\u00e3o de vitrine de exibidos. Voc\u00ea nasce querendo seduzir o mundo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na inf\u00e2ncia, J\u00f4 estudou em col\u00e9gio interno. \u201cChorava muito. Era uma coisa excessiva, uma coisa de sensibilidade quase gay\u201d, disse ao Fant\u00e1stico. O motivo era o medo de tirar nota baixa e n\u00e3o ter direito a voltar para casa nos finais de semana. Na escola, seu apelido era poeta. \u201cSendo gordo e ter o apelido de poeta \u2013 acho que j\u00e1 era uma vit\u00f3ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 12 anos de idade, foi estudar na Su\u00ed\u00e7a, onde ficou at\u00e9 os 17. L\u00e1, passou a se interessar por teatro e shows. Mas plano original n\u00e3o era seguir carreira nos palcos. \u201cEu pensei que ia seguir a carreira diplom\u00e1tica\u201d, explicou ao Mem\u00f3ria Globo. \u201cMas sempre ia ao teatro, sempre ia assistir a shows, ia para a coxia ver como era. E j\u00e1 inventava n\u00fameros de s\u00e1tira do cinema americano; fazia a dan\u00e7a com os sapatinhos que eu cal\u00e7ava nos dedos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estreia e \u2018A fam\u00edlia trapo\u2019<\/h2>\n\n\n\n<p>Como os neg\u00f3cios de Orlando fracassaram, a fam\u00edlia retornou ao Rio. Agora, J\u00f4 estava disposto a encarar a voca\u00e7\u00e3o rec\u00e9m-descoberta. \u201cImediatamente comecei a frequentar a turma do teatro, a mostrar meus n\u00fameros, e a coisa engrenou quase que naturalmente\u201d, lembrou.<\/p>\n\n\n\n<p>O portal IMDb lista ainda que, no per\u00edodo, ele esteve nos filmes musicais \u201cRei do movimento\u201d (1954), \u201cDe pernas pro ar\u201d (1956) e \u201cP\u00e9 na t\u00e1bua\u201d (1957). Naquele princ\u00edpio de carreira cinematogr\u00e1fica, destacou-se o trabalho na chanchada \u201cO homem do Sputnik\u201d (1959), de Carlos Manga. Sempre como ator.<\/p>\n\n\n\n<p>A estreia na TV aconteceu em 1958. Naquele ano, participou do programa \u201cNoite de gala\u201d e passou a escrever para o \u201cTV Mist\u00e9rio\u201d, que tinha no elenco T\u00f4nia Carreiro e Paulo Autran. Eles eram exibidos pela TV Rio. Na emissora, J\u00f4 esteve ainda no \u201cNoites cariocas\u201d. Em seguida, escreveu e atuou em humor\u00edsticos da TV Continental.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na TV Tupi, fez participa\u00e7\u00f5es no \u201cGrande Teatro Tupi\u201d, do qual faziam parte nomes como Fernanda Montenegro, \u00cdtalo Rossi, S\u00e9rgio Brito e Aldo de Maia. \u201cEu consegui trabalhar ao mesmo tempo nas tr\u00eas emissoras que existiam no Rio\u201d, declarou ao Mem\u00f3ria Globo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1960, J\u00f4 mudou-se para S\u00e3o Paulo para trabalhar na TV Record. \u201cVim descobrir S\u00e3o Paulo, era casado com a Teresa, tinha 22 anos. Vim para passar 12 dias e fiquei 12 anos\u201d, lembrou ao Fant\u00e1stico. A partir da\u00ed, atuou e escreveu para diversas atra\u00e7\u00f5es, como \u201cLa reuve chic\u201d, \u201cJ\u00f4 show\u201d, \u201cPra\u00e7a da alegria\u201d, \u201cQuadra de azes, \u201cShow do dia 7\u201d e \u201cVoc\u00ea \u00e9 o detetive\u201d.https:\/\/ff8365a5b4a0bb9443a9df80bd665233.safeframe.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-38\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<p>O grande destaque da \u00e9poca foi \u201cA fam\u00edlia trapo\u201d, exibido entre 1967 e 1971 todos os domingos. No princ\u00edpio, J\u00f4 apenas escrevia o roteiro \u2013 seu parceiro era Carlos Alberto N\u00f3brega. Depois, ganhou um papel: o mordomo Gordon. O elenco era estelar, tinha Otelo Zeloni, Renata Fronzi, Ricardo Corte Real, Cidinha Campos e Ronald Golias.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00f4 costumava celebrar o pioneirismo da atra\u00e7\u00e3o. \u201cAcho que foi a primeira sitcom que se fez\u201d, afirmou ao Mem\u00f3ria Globo. Ao Fant\u00e1stico, comentou que \u201cfoi o primeiro grande sucesso nacional da TV. \u201cSa\u00ed um ano antes [do fim do programa], em 1970. Assinei contrato com a Globo, onde estavam o Boni, que j\u00e1 me conhecia e de quem j\u00e1 era amigo, e o Walter Clark.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u2018Viva o Gordo\u2019<\/h2>\n\n\n\n<p>Pelos 17 anos seguintes, a partir de 1970, J\u00f4 Soares ficou na TV Globo. A estreia foi no programa \u201cFa\u00e7a humor, n\u00e3o fa\u00e7a a guerra\u201d, ao lado de Renato Corte Real (ambos eram roteiristas e protagonistas). Os textos eram tamb\u00e9m assinados por Max Nunes, Geraldo Alves, Hugo Bidet e Haroldo Barbosa. \u201cCri\u00e1vamos uma m\u00e9dia de 20 e tantos personagens por ano. Quando terminou o \u00faltimo programa, havia mais de 260 personagens criados\u201d, enumerou J\u00f4 ao Mem\u00f3ria Globo.https:\/\/ff8365a5b4a0bb9443a9df80bd665233.safeframe.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-38\/html\/container.html<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1973, surgiu um novo humor\u00edstico, \u201cSatiricom\u201d. \u201cEra um programa no estilo do Casseta &amp; Planeta, de s\u00e1tira \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o. A gente brincava com as novelas, com o notici\u00e1rio. Ent\u00e3o, n\u00e3o tinha quadros fixos\u201d, comparou.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em 1977, foi a vez de \u201cO planeta dos homens\u201d, em que novamente se dividiu entre as fun\u00e7\u00f5es de ator e redator, com a colabora\u00e7\u00e3o de dois de seus parceiros habituais: Max Nunes e Haroldo Barbosa. O elenco, uma vez mais, chamava aten\u00e7\u00e3o: Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Lu\u00eds Delfino, Sonia Mamede, Berta Loran, Costinha, Eliezer Motta e Carlos Leite.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora \u201cO planeta dos homens\u201d tenha ido ao ar at\u00e9 1982, J\u00f4 se desligou um ano antes, para se dedicar ao seu pr\u00f3ximo projeto: o \u201cViva o gordo\u201d. \u201cO meu humor tem sempre um fundo pol\u00edtico, sempre tem uma observa\u00e7\u00e3o do cotidiano do Brasil\u201d, dizia sobre proposta da nova atra\u00e7\u00e3o. \u201cOs meus personagens s\u00e3o muito mais baseados no lado psicol\u00f3gico e no social do que na caricatura pura e simples. Eu nunca fiz um personagem necessariamente gordo. Eles s\u00e3o gordos porque eu sou gordo.\u201d Desta galeria de figuras, destacaram-se o Reizinho (monarca de um reino que satirizava o Brasil da \u00e9poca), o Capit\u00e3o Gay (um super-her\u00f3i homossexual) e o Z\u00e9 da Galera (do bord\u00e3o \u201cBota ponta, Tel\u00ea!\u201d).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Talk-show<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando seu contrato com a Globo venceu, em 1987, J\u00f4 Soares foi para o SBT. Ele atribuiu a mudan\u00e7a \u00e0 possiblidade de apresentar um programa de entrevistas na nova emissora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo fim do contrato, falei com o Boni, meu amic\u00edssimo&#8230; Na \u00e9poca ficou um \u00f3dio, claro. Porque falei \u2018n\u00e3o\u2019 [\u00e0 proposta de renova\u00e7\u00e3o com a TV Globo]\u201d, admitiu J\u00f4 ao Fant\u00e1stico em 2012. Durante os seus 11 anos de exibi\u00e7\u00e3o, o talk-show \u201cJ\u00f4 Soares onze e meia\u201d rendeu mais de 6 mil entrevistas. \u201cE durante o processo do impeachment do presidente Fernando Collor, o \u2018J\u00f4 Soares Onze e Meia\u2019 funcionou como uma esp\u00e9cie de tribuna popular, com o apresentador entrevistando alguns dos principais implicados e testemunhas do caso\u201d, aponta o Mem\u00f3ria Globo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcho que descobri, tamb\u00e9m sem querer, a grande voca\u00e7\u00e3o da minha vida, a coisa que me d\u00e1 mais prazer, mais alegria de fazer. Eu me sinto muito vivo ali. A maior atra\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9 o bate-papo, a conversa\u201d, afirmava o pr\u00f3prio J\u00f4.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele retornou \u00e0 Globo em 2000, quando estreou o \u201cPrograma do J\u00f4\u201d. \u201cN\u00e3o foi por uma quest\u00e3o salarial, porque a contraproposta do SBT era muito alta. Voltei pela possibilidade de fazer mais entrevistas internacionais, pelas facilidades de grava\u00e7\u00e3o, pelo apoio do jornalismo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Teatro e literatura<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00f4 Soares atuou com destaque na imprensa e foi um autor best seller. Nos anos 1980, escreveu com regularidade nos jornais \u201cO Globo\u201d e \u201cFolha de S.Paulo\u201d e para a revista \u201cManchete\u201d. Entre 1989 e 1996, assinou uma coluna na \u201cVeja\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m escreveu cinco livros, sendo quatro romances. A estreia foi \u201cO astronauta sem regime\u201d (1983), colet\u00e2nea de cr\u00f4nicas publicadas originalmente em \u201cO Globo\u201d. O romance, \u201cO Xang\u00f4 de Baker Street\u201d (1995), liderou as listas dos mais vendidos e foi adaptado para o cinema em 2001. As obras seguintes foram \u201cO homem que matou Get\u00falio Vargas\u201d (1998), \u201cAssassinatos na Academia Brasileira de Letras\u201d (2005) e \u201cAs esganadas\u201d (2011). Venderam muito bem.<\/p>\n\n\n\n<p>No teatro, J\u00f4 ficou c\u00e9lebre por seus mon\u00f3logos, todos marcados pelo tom c\u00f4mico e cr\u00edtico, com s\u00e1tiras da vida cotidiana e pol\u00edtica do Brasil. Os mais conhecidos foram \u201cAme um gordo antes que acabe\u201d (1976), \u201cViva o gordo e abaixo o regime!\u201d (1978), \u201cUm gordoid\u00e3o no pa\u00eds da infla\u00e7\u00e3o\u201d (1983), \u201cO gordo ao vivo\u201d (1988), \u201cUm gordo em concerto\u201d (1994) \u2013 que ficou em cartaz por dois anos \u2013 e \u201cNa mira do gordo\u201d (2007).<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os espet\u00e1culos em que trabalhou como ator nos palcos, est\u00e3o ainda uma montagem de \u201cAuto da compadecida\u201d e \u201cOscar\u201d (1961), com Cacilda Becker e Walmor Chagas. Como diretor, esteve \u00e0 frente de \u201cSoraia, Posto 2\u201d (1960), \u201cOs sete gatinhos\u201d (1961), \u201cRomeu e Julieta\u201d (1969), \u201cFrankenstein\u201d (2002), \u201cRicardo III\u201d (2006).<\/p>\n\n\n\n<p>De seus mais de 20 trabalhos no cinema, J\u00f4 apareceu em alguns cl\u00e1ssicos do cinema nacional, caso de \u201cHitler III\u00ba Mundo\u201d (1968), de Jos\u00e9 Agripino de Paula\u201d, e de \u201cA mulher de todos\u201d (1969), de Rog\u00e9rio Sganzerla. Al\u00e9m disso, dirigiu um filme, \u201cO pai do povo\u201d (1976).<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela entrevista ao Fant\u00e1stico em 2012, ele comentou sua \u201cmania de doen\u00e7a\u201d e o medo da morte. Sempre bom humor. \u201cSou um hipocondr\u00edaco de doen\u00e7as ex\u00f3ticas. Beriberi \u2013 eu nem sei o que \u00e9, mas tenho pavor de pegar isso\u201d, brincou. \u201cO medo da morte \u00e9 um sentimento in\u00fatil: voc\u00ea vai morrer mesmo, n\u00e3o adianta ficar com medo. Eu tenho medo de n\u00e3o ser produtivo. Citando meu amigo Chico Anysio, [uma vez] perguntaram para ele: \u2018Voc\u00ea tem medo de morrer?\u2019. Ele falou: \u2018N\u00e3o. Eu tenho pena\u2019. Impec\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0Foto: Carol Caminha \/ Gshow<\/p>\n\n\n\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ator, escritor e diretor&nbsp;J\u00f4 Soares&nbsp;morreu na madrugada desta sexta-feira (5), aos 84 anos. Considerado&nbsp;um dos maiores humoristas do Brasil, o apresentador do \u201cPrograma do J\u00f4\u201d, exibido pela TV Globo, estava internado desde 25 de julho no Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, na regi\u00e3o central de&nbsp;S\u00e3o Paulo, para tratar de uma pneumonia. 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